home

search

Capítulo 08: Trauma

  No hotel Bladuin na madrugada.

  Marcus e Doam conversavam sobre a atendente.

  - N?o consegui dormir com tudo acontecendo. - Doam responde a Marcus - você foi muito afetado por tantos acontecimentos em pouco tempo, vamos focar em achar a mulher. -

  - você está certo. - Marcus mudou de foco.

  - você parece já ter estado aqui antes, visto que conhecia o hotel. - Ao ouvir isso, Marcus mostrou uma express?o melancólica.

  - sim, é minha terra natal, nasci e cresci aqui - Doam mostrou surpresa diante da express?o de Marcus, mas achou comum, já que era sua terra natal.

  - Como era sua vida antes do meu av? e de tudo isso ? - Marcus mudou de express?o, seus olhos caíram, ele só conseguia olhar para o ch?o.

  - Eu…- Marcus hesitava, ele voltou seu olhar para Doam, parecia indeciso em continuar falando. - Doam respondeu. - Você n?o precisa falar se n?o quiser. - Após um curto período de silêncio. Marcus parecia ter se decidido ao responder. - Sei que pouco confiamos um no outro. - Doam apenas concorda com a cabe?a e Marcus continua. - Eu nunca consegui contar.- Ele volta a hesitar novamente. Suas m?os tremendo. - Contarei para você…- Ele controlou sua respira??o tentando se acalmar e Doam mantinha-se como observador e ouvinte. Marcus finalmente se acalmou. - Espero que você também confie em mim após contar. - Doam apenas o responde. - Tudo bem. - Ao ouvir a resposta de Doam, Marcus suspirou, olhou para cima, fechou os olhos e continuou.

  - Eu tinha uma família, mas era pobre, tanto eu, quanto minha mulher e filhos tinham que trabalhar desde novos para nos sustentar . Após uma pausa e dar um leve suspiro ele continuou. - apesar de muito pobres, conseguimos nos manter e éramos felizes de certo modo, mas tudo mudou... - sua express?o se transformou em ódio, um ódio profundo.

  - minha filha foi sequestrada, ficou desaparecida por 1 semana. Nós estávamos desesperados para encontrá-la... - Nesse momento, lágrimas caíram de seus olhos, ao lembrar de seu passado. Doam perguntou. - Você está bem ? n?o precisa falar se n?o quiser - Marcus acenou com a cabe?a e disse. - n?o, está tudo bem. é bom poder compartilhar com alguém. -

  Apesar de as lágrimas ainda caem de seu rosto, ele continuou. - fui ao império em busca de ajuda, depois de mais 3 dias eles a encontraram... ela estava... - as lágrimas n?o paravam de cair de seu rosto, ele gaguejava como uma crian?a. - Eles me comunicaram para ir a delegacia sozinho... ao chegar lá recebi a notícia de que minha filha já estava sem vida, n?o consegui suportar e chorei como um bebe, mas… - Sua express?o mudou, apesar das lágrimas, um olhar sério e assustador apareceu em seu rosto, era como se ele estivesse vivendo tudo de novo. Doam permaneceu calado e apenas ouviu tudo quieto. - Minha filha tinha sido abusada... e após o desgra?ado fazer tudo isso com ela... ele... ele... a consumiu como gado, a cortou viva até que ela perdesse a vida... minha filha tinha apenas 14 anos.- Doam mostrou uma express?o de choque e surpresa, sua boca abriu querendo falar algo, n?o havia nada que pudesse dizer. - ela era alegre, sempre me abra?ava quando chegava em casa.- Marcus abaixou a cabe?a e p?s suas duas m?o sobre a cabe?a enquanto desabava em lágrimas. - tudo que restou dela foi sua cabe?a, o desgra?ado a usou de troféu, ele tinha várias cabe?as de jovens que havia matado. - dessa vez suas lágrimas cessaram e um sorriso frio apareceu em seus lábios.

  - eu acabei descobrindo o culpado, ele era um comerciante rico, difícil de ser julgado sem provas. eu gastei todo o pouco troks que havia guardado para um presente... tive ajuda e após encontrar... matei a família dele inteira na sua frente, lentamente e queimei a todos vivos. - ele ficou em silêncio. A culpa e arrependimentos tomando conta de seu rosto - depois que de ter matado eles, n?o me senti melhor. - ele se lembrou da cena, chorando perante os cadáveres carbonizados. - parecia que eu havia me transformado no culpado da minha dor, n?o éramos mais diferentes um do outro. -

  Ele suspirou e olhou para o teto. - matá-lo custou tudo que eu tinha, tive que fugir e abandonar minha família. Depois de um tempo seu av? me encontrou e me ajudou. -

  Doam andou em dire??o a Marcus que permaneceu sentado na cadeira dentro do quarto. Ele se aproximou e tocou suavemente em seu ombro e disse. - sinto muito por tudo isso...- Doam n?o sabia como consolar ou dizer palavras reconfortantes e só mudou o foco. - vou te deixar um pouco sozinho, quando estiver pronto des?a que vou estar esperando para procurarmos a mulher. - Marcus apenas acenou com a cabe?a e permaneceu calado.

  Doam estava em uma cadeira próximo ao balc?o, pelo horário n?o havia ninguém no balc?o.

  - Podemos ir e... obrigado por ter me escutado, nunca havia compartilhado com ninguém. - Doam acenou com a cabe?a enquanto dizia. - Escutar era o mínimo que eu poderia fazer. - Marcus acenou em agradecimento. - há uma loja que vende de tudo que podemos anunciar uma miss?o para encontrar a mulher. - Doam confuso pergunta. - Uma loja ? -

  - Sim, a loja é só fachada, é possível adicionar miss?es de todo tipo, criminosas ou n?o. - Doam demonstrou esclarecimento. - entendo, havia um local assim em Melinor, mas n?o havia uma fachada. - em Ashtorn, tudo era muito direto, os residentes, em sua maioria, era responsável pelos seu próprios problemas, n?o era crime miss?es de assassinato e etc. mas se chegasse ao império, era investigado.

  Stolen from Royal Road, this story should be reported if encountered on Amazon.

  - As vezes me surpreendo em como Asthorn consegue se manter firme com leis t?o esquisitas. - Asthorn era um continente de guerreiros, treinados desde sua infancia ate a maioridade por seus pais, era um local muito diferente de solarion

  Eles saíram do hotel e Doam seguiu poucos passos atrás de Marcus.

  chegaram à pra?a principal e foram ao sul. Ao passar por uma divisa de bairros, havia uma placa escrito `dekad` O clima era diferente, mendigos, órf?os, sujeira, tudo se aglomerava na rua. Marcus olha para a placa e sussurra. - Língua antiga. - Doam houve e olha para a placa e entendo o motivo de Marcus sussurrar.

  - Ela ainda é muito utilizada. - Completou Doam. - Os rumores dizem que era a única língua falada durante a `era da liberta??o`. - Eles continuavam conversando enquanto andavam e passavam pela placa.

  - Nunca entendi muito bem a ` era da liberta??o ` - Doam n?o se preocupava muito com isso, nunca deu muita aten??o. - Há muitas incongruências envolvidas, dificultando análises concretas sobre. n?o vamos perder tempo com isso. Já chegamos. - Doam avista uma loja logo a frente, uma loja comum. n?o havia nada que chamasse a aten??o na loja. - Impressionante! -.

  Ao entrar na loja e irem até o balc?o o balconista os atende. - Em que posso ajudar a essa hora ? - o balconista n?o conhecia os clientes e por isso manteve certa cautela.

  - Queremos emitir uma miss?o. - O balconista recusou. - Aqui é apenas uma loja de vendas. - Atender clientes desconhecidos era perigoso sem conhecer seus antecedentes.

  - N?o se preocupe, n?o somos do império. - o balconista desconfiado o respondeu. - Apesar de n?o saber do que você está falando, me diga o que precisa e posso falar com amigos para ver se alguém pode ajudar. -. Marcus levantou a m?o e a imagem da mulher apareceu. - Estamos procurando por ela viva... tenho negócios inacabados para concluir com ela. - Marcus mostrou uma express?o de raiva enquanto falava. O balconista riu. - Vocês s?o estranhos, como eu disse o que posso fazer é só mostrar para amigos meus e ver se conhecem essa mo?a. -

  - Já é o bastante, iremos vir aqui amanh? para atualiza??es. - O balconista permaneceu calado enquanto os estranhos saiam de sua loja.

  - Algo está acontecendo... Primeiro a Srta. Gold e agora estranhos aparecem aqui procurando uma mulher. - O balconista demonstrou divers?o perante a situa??o com um pequeno sorriso.

  Na volta eles come?aram a conversar sobre a atendente novamente.

  - n?o consigo parar de pensar no que aconteceu no hotel...- Marcus pensava o mesmo que Doam, principalmente Doam que confia bastante nos seus sentidos. eles conversavam e caminhavam, mas, n?o estavam indo em dire??o ao hotel e sim a floresta que havia perto do hotel, quando eles já estavam dentro da floresta, perceberam o erro.

  - Onde estamos ? - Marcus que também estava confuso n?o conseguia responder. - Nós estávamos voltando para o hotel e aparecemos aqui. - Um arrepio percorreu a espinha deles, seus olhos se estreitaram, eles sentiram algo, parecia um par de olhos os observando de suas costas.

  - vocês perceberam mais rápido do que eu imaginava. - A atendente do hotel apareceu andando atrás deles, era a Srta. Gold. - apesar de n

  Ao estarem no local exato, aqui também funciona. - Marcus e Doam pulam para longe instantaneamente. - Quem é você ? -. A Srta. Gold sorriu. - Eu sou a atendente do hotel Bladuin, n?o lembram de mim ? que péssima memória você tem. -

  - O que você quer conosco ? - Doam perguntou enquanto mantinha seus olhos atentos aos arredores, em Asthorn , diversas vezes soldados se escondiam enquanto outros lutavam, esperando oportunidades.

  - hummm, acho que a resposta certa para isso seria... - após uma pequena pausa ela sorri assustadoramente. - Suas vidas. - Nesse momento ela desapareceu, mas n?o atacou. Ela queria deixá-los paranoicos.

  - fique atento Doam, ela pode vir de todas as dire??es. - A Srta. Gold estava em cima deles e moveu a palma da m?o para baixo, uma rajada de vento se formou e ela atacou e desapareceu novamente. Marcus e Doam sentem o perigo, mas, por algum motivo Marcus continua no local, aparentemente sem perceber o perigo e Doam que confiava completamente em seus instintos pulou na dire??o de Marcus, tirando-o do local onde a rajada de vento acertou, um corte profundo apareceu no ch?o. - O que houve com você ? - Doam questionou. - Eu n?o sei, senti que o ataque n?o era perigoso. - Uma gargalhada apareceu na escurid?o da floresta. - Esse foi o primeiro, de onde vem o próximo ? de cima, da esquerda, da direita... do ch?o ? - quando ela terminou de falar o ch?o rachou e uma lan?a de terra se condensou rapidamente e se direcionou ao peito de Marcus, que novamente permaneceu no local. Doam n?o sabia o porquê disso, mas puxou Marcus pela camisa, mas seu bra?o acabou sofrendo o ataque, uma ferida do seu cotovelo até suas m?o se abriu tornando a carne visível. - Que caralhos está acontecendo com você ? está querendo morrer ? - Marcus ficou irritado com Doam. - Me deixe em paz, eu n?o pedi sua ajuda. - Marcus se afastou de Doam. - você Vermont, podem todos irem se fuder, n?o serei um escudo humano. - Nesse momento o ch?o tremeu novamente, mas nenhuma lan?a se formou, um pequeno som de vento se formou, uma rajada de vento foi em dire??o a ambos. Doam conseguiu desviar, por pouco, mas dessa vez sua perna foi ferida um corte profundo apareceu. - Isso é culpa sua, se você estivesse atento desde o come?o os resultados poderiam ter sido diferentes. -

  Marcus conseguiu desviar por pouco e foi ferido no ombro. - Vai se fuder, n?o me culpe pela sua fraqueza seu maldito. se n?o fosse por esse plano idiota que nem sabemos o que é, eu poderia estar livre. - Ambos estavam discutindo a todo momento e a cada discuss?o Gold aproveitava para desferir um ataque e ferindo ambos, Doam saiu mais ferido, seus ferimentos eram profundos. ele se ajoelhou no ch?o, com sua perna naquele estado ele n?o conseguiria esquivar, ele ocultou a si mesmo do campo de batalha e permaneceu em silencio, isolado. Marcus n?o tinha esse poder, mas sem Doam para discutir ele focou em seu inimigo, Srta. Gold acertava ataques leves, mas os ataques leves estavam acumulando e a cada acumulo, ficava pior. Marcus se lembrou de quando estava vindo para Solarion, quando discutia com Doam a coincidência de estar em Melinor. nesse momento Doam reapareceu no campo de batalha, ambos se olharam, n?o disseram nada, mas pensavam a mesma coisa `caminho da mente`.

  Eles se aproximaram um do outro com cautela. - Pensou o mesmo que eu ? - Doam acenou com a cabe?a. - N?o faz sentido... - Doam teve um lapso de inspira??o. - CONFLITO!!! - Marcus se sentiu esclarecido. - Agora tudo faz sentido. - A Srta. Gold se mostrou em frente a eles. - Agora que vocês sabem n?o tem mais sentido - Um velho apareceu atrás da Srta. Gold. - Vamos dar continuidade. - Doam sorriu. - porque o outro n?o aparece também ? - Srta. Gold e o velho se surpreendem, ambos permanecem calados e uma crian?a sai da floresta ao lado direito da Srta. Gold. - Você deve ser do caminho da oculta??o para ter me descoberto. - Doam e Marcus mostraram surpresa ao descobrir que era uma crian?a que n?o aparentava ter mais do que 15 anos. Marcus demonstrou ainda mais surpresa. `ele tinha a mesma idade...` pensou Marcus que voltou seu foco para o velho. - Precisamos recuar Doam. - Marcus demonstrou preocupa??o para com a situa??o deles, havia 3 contra um e eles n?o sabiam de todos os poderes dos outros.

  - Parece que chegou minha vez de entrar nessa luta, 3 contra 2 n?o é muito justo. - uma voz apareceu atrás de Doam e Marcus, eles n?o sentiram nenhum perigo, mas ficaram assustados, havia uma outra pessoa os observando sem que eles percebessem. `como tantas pessoas conseguem fazer isso ?` Desde que come?aram a jornada essas situa??es sempre aconteciam. Parecia que todos eram superiores.

  Gold sorriu. - ent?o vamos come?ar ?-.

Recommended Popular Novels